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o trompetista gago: :reuben


você sabe – 

cartas queimando na mesa

 

o cão calado, a cena

 

há dias o filho

morto

sobre a cama

 

a hora ganindo, tigre

velho e tinto

 

coxas roçando a grama

 

caco de espelho

o      olho perambula

por trás dos óculos escuros – noite

a boca

sangrando a gaita

o gosto de vagão de trem em cada canção

um diabo zoando no sótão

estalo: o estômago

mas a chuva lava

a calçada

como

    você,

 

 sabe?



Escrito por quem gritou foi o reuben da cu às 16h34
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POETA SAMURAI...

anticlimax

 

olhos bambos sobre o

mundo vasto:

eu desastro

 



Escrito por quem gritou foi o reuben da cu às 23h47
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PIERRE MENARD, SÁDICO

Assim a luz da tela queimaria tua retina, cara: de fato. Cinza e fagulha sumindo no ar refrigerado da sala. P/ quem tu gritaria?! Hora do rush no cybercafé e ninguém nem ia reparar. Teu grito cuspiria um ponto de saliva na tela do computador. E só. O café ruim precisaria de açúcar demais. As salas de chat cheias de s_Oly#táRy_o$ esperançosos, talvez. Os sete mil quinhentos e doze novos amigos que naquela hora mesmo alguém faria no orkut. Em caso da próxima vez, zé mané, quebre um prato, o nariz de alguém. Dessa primeira vez teu grito cresceria sempre, até travar. Ninguém além de ti perceberia, como se a cabeça dum condenado enterrada compulsoriamente num tonel de água e clichê. Aquele som surdamente clichê dos afogados, então tua língua já era, também. Restaria uma pasta de saliva, lembra? Ah, só aí: um prato e um nariz quebrados no teu ensaio de desespero, como se sair correndo fosse a coisa mais inteligente p/ se fazer. Só aí, né negão? Pena que o nariz seria teu. Bem que poderia ser o próximo a sumir, o nariz, o que me diz? Mas não seria não. Alguém finalmente notaria o cara que quebrou um prato, e te chutaria bodega a fora. E seria mesmo a tua rua. Tua casa seria a uns dez passos do cybercafé, do outro lado da rua. Grande coisa prum cara sem olhos, né? Menos ainda se ele perdeu a língua. Mas uma audição intacta, ah, lustradas vias auditivas. Iria adiantar? Queimariam então as orelhas também, ao sol, e antes que tu pensasse que não é com as orelhas que se escuta, pronto: conseguiria sentir a espuma áspera escorrendo por dentro e por fora do buraco onde havia ouvidos, não conseguiria, bastardo? Devia ter tido cuidado. Com a cara suja de sangue e espuma seria mais difícil alguém parar p/ te ajudar, porco. Tu iria notar. Esbarrando num monte de coisas e gentes que jamais iria ver tu acabaria esbarrando naquele caminhão de mudanças que jamais iria ver, e que te socaria sem adjetivos. Teria tropeçado nos próprios pés, na própria sorte imbecil de ter parado num roteiro trash impossível de ser filmado num país desses, graças a Deus. Uma morte horrível essa teria sido, socado pelo pára-choque dum caminhão de mudanças e desfigurado pelo soco: de fato, teria sido assim, mas eles não te dariam tempo suficiente, e antes que o pugilato do pára-choque do caminhão de mudanças te arrebentasse tu sumiria na poeira da rua, como um personagem ruim, o personagem ruim de um autor que olhou puto da vida p/ sua obra.



Escrito por quem gritou foi o reuben da cu às 23h46
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BLAKE n°1

 

    Os pêlos

da alma

navalham a

pele pasma

penetram a

carne:

porta da

    alma :

espelho dos

  sentidos

 

hálito dentro de

hálito borboletas

serpenteiam

línguas

dilúvias

celebram



Escrito por quem gritou foi o reuben da cu às 01h35
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