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o trompetista gago: :reuben


foul play

Letter to Kees, by Will Eisner 2003
Ando lendo um livro do Will Eisner, sobre a arte sequencial nos quadrinhos. Will Eisner, eu nem sei o que dizer. Então vamos assim: um dos artistas mais absurdamente geniais dos quadrinhos se chama Allan Moore. Alan Moore não existiria se Will Eisner não tivesse existido primeiro. Deu pra entender? No livro há uma série de histórias do Spirit que ele usa para ilustrar os conceitos. Eu escrevi um conto a partir do argumento (devidamente desrespeitado) de uma delas. Uma homenagem e também uma forma de dizer que eu gostaria muito de ter tido aquela idéia. Olhando assim, as duas coisas até que parecem ser a mesma. Foul Play:
 

Eu que vá cuidar da minha vida, é melhor cuidar da minha própria vida, que aí já seria demais ter também que socorrer bêbado caído das 9 às 5 da manhã, logo eu que já das 9 às 5 da manhã tenho que desviar de quantos desses bêbados caídos, desses farrapos mamados enquanto entrego leite. Por isso agora que são 5 para as 5 da manhã eu passo por cima desse último homem sem dono na calçada, e agora que são 5 da manhã o melhor que eu faço é cuidar da minha vida, por isso eu meto a chave giro a maçaneta e aqui estou, seguro no meu apartamento. Eu que me viro pra comprar apartamento entregando leite há quantos anos, eu é que sei quanto leite ainda entrego antes de me aposentar.

Agora que eu estou seguro é só pra checar que eu dou uma olhada pela janela como toda vez antes de dormir.

Ah merda. Lá está. Ele.

Pensando agora enquanto cuido da minha própria vida, eu não senti cheiro de bebida não. Pensando agora, e se ele estiver morto?

Eu não matei ninguém, eu que me toque e vá cuidar da própria vida.

Ele está lá embaixo e bem embaixo da minha janela. Se estiver morto, está morto bem embaixo da minha janela. Ah merda, a polícia que se toque e o encontre logo, antes que ele comece a feder. Eu que não me meto, que se eu me meto é só pra arranjar encrenca.

Ah merda. Do jeito que essa vizinhança é alguém ainda vai dizer que me viu passar por cima dele e que certamente mesmo ele caiu daqui, Caiu Não, Seu Guarda, Aquele Leiteiro Metido Que Jogou. Ah, O Motivo Eu Não Sei Dizer Não Senhor.

Podem falar o que quiserem, ah merda, contanto que eu não tenha feito nada, como de fato não fiz.

 

 

 

Merda. Eu tenho que sumir com esse corpo, eu tenho que sumir com ele antes que alguém pense que poderia ter sido eu.



Escrito por quem gritou foi o reuben às 20h20
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quase curado do cheiro de iodo de i. bergman

Ela está grávida e sobre a mesa de cirurgia e pergunta O Que Eu Faço? Ao que o médico responde Nada, Você Não Está Habilitada.

Ele tem filhos demais porque é católico apostólico romano e não usa camisinha nem desperdiça sêmen. Há filhos até dentro dos armários, há filhos aos borbotões. Eu Pensei Longa E Duramente E Tomei Uma Decisão. Não Podemos Mais Sustentar Vocês, Nós Vamos Vender Vocês Para Experiências Científicas.

São duas cenas de O Sentido da Vida, do grupo de comediantes ingleses Monty Phyton. Escrever como esses caras são insanos. Escrever como esses caras são insanos. Escrever como esses caras são insanos.



Escrito por quem gritou foi o reuben às 10h08
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107

Você vai encontrar na Rua dos Afogados, você vai ver. Vai encontrar na Rua dos Afogados e vai acreditar em mim. Não bem acreditar, que acreditar se acredita nas coisas que não se vêem. Você não, você vai ver. Posso ir junto se você quiser. Escute, garota, veja se eu tenho cara de tarado por papel. É, eu citei a bíblia 2 linhas acima, mas a bíblia não é livro, não é? Ninguém lê a bíblia por ser um livro. Então me diga se eu olho pra você como um desses retardados com cara de traça, diga lá se eu tenho cara de estante. Eu nunca comprei tanto livro na minha vida, e comprei tanto livro na minha vida só pra ficar tão perto de um corpo assim como só o seu é. Então me deixe saber que você entende quando eu digo que nunca li uma linha dos livros que comprei aqui e comprei só pra poder rastejar assim meu olhar por você, esse meu olhar que te decora diariamente já faz 1 ano, descontados domingos e feriados, e que tudo isso é muito próximo de uma obsessão, que ninguém espera 1 ano pra falar essas coisas. Mas eu gostava mesmo de você não saber, e rastejar meu olhar deslavado sobre seu suor de um dia de trabalho. Diga lá quando você ver se não vê 1 anos de livros nunca lidos, sequer mais que vistos, na Rua dos Afogados n°107 e então me diga, minha idéiafixazinha: quer trabalhar na minha livraria?



Escrito por quem gritou foi o reuben às 10h07
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