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| o trompetista gago: :reuben |
Às vezes eu tenho medo das coisas que você fala, às vezes elas fazem sentido demais. Quando uma coisa faz muito sentido eu tenho a impressão de que as outras perdem. Sentido. Às vezes eu penso que só você existe, por exemplo. Mas aí você estaria falando sozinha, você estaria falando sozinha desde que eu vim morar com você. Isso já faz um tempo. Ninguém consegue falar sozinho por tanto tempo. Uma hora você percebe e fica meio com vergonha. Não no começo. Mas depois de um tempo você precisa de uma resposta, uma resposta que você não saiba.
Você está aí?
Às vezes eu acho que se eu existisse de verdade alguém já teria vindo me procurar.
Você tem razão.
O que eu iria ganhar com isso?
CHARLIE BROWN: Às vezes quando não consigo dormir, fico imaginando se minha vida seria diferente se eu pudesse recomeçar. Aí aparece uma voz que diz Nossa, Que Idéia Original.
Escrito por quem gritou foi o reuben às 21h40
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enquanto sonho com o oeste selvagem
1. Agora é sério, passem lá. Poets.org, linkado aí do lado, lá embaixo. Tem até uns arquivos de áudio, Ginsberg falando "Para onde nós vamos agora, Walt Whitman?", etc e tal.
2. Chatice. Política é a religião oficial dos universi(o)tários. Uma religião que só tem o inferno. Já não dei eu provas suficientes de minha falta de fé, Jeguerê?
Escrito por quem gritou foi o reuben às 22h55
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Lá fora é o hospício, meu amor. O cinema dos loucos. Lá fora se cultivam doenças ainda piores. Não há nada lá. Fora daqui é a corrida maluca, o fim da linha. O ponto sem nó. O ó do borogodó. Essas pessoas não existem, meu amor. Se essas pessoas existem nós dois não podemos existir. Fora daqui é Roma. HÁ UMA EPIDEMIA DE HOMENS LÁ FORA.
Escrito por quem gritou foi o reuben às 12h09
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