| o trompetista gago: :reuben |
II.
Desabotôo a camisa diante do espelho do banheiro.
A máscara vermelha em meu peito encara o reflexo de meus olhos no espelho enquanto encharca a pia com vômito, em tons parecidos com os da primeira (máscara chinesa).
A máscara no meu peito tem os olhos de um tigre, a mesma marca de fabricação na testa. Ela encaixa no exato espaço entre meu umbigo e o sinal um pouco acima de meus mamilos, e bem no meio. O jorro cessa e filetes de baba e bílis começam a escorrer por minha pele. Pego o sabonete sobre a pia, ambos imundos, abro a torneira, lavo o sabonete. Esfrego até que a máscara suma sob a espuma.
Escrito por quem gritou foi o reuben às 15h03
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I.
Para onde me viro há uma máscara chinesa praguejando. Na ordem: a primeira delas tem o tamanho de uma cabeça de criança. Pintada de uma cor muito feia. Os olhos vazados. A cara irritante de toda máscara chinesa com a inscrição Made In China no meio da testa, razão de meu reconhecimento.
Trocamos pequenas ofensas antes de decidir me ignorar. Antes de eu decidir, digo. A vingança: a boca dela (da máscara, não da vingança, este fio de cobre) entupida de cigarros, todos acesos, todos acesos na extremidade do filtro, flamejando. Alguém deve ter contato que eu odeio cheiro de cigarro. Ou, numa melhor hipótese, alguém DEVIA ter contado.
Para onde me viro há uma máscara chinesa praguejando, olhos vazados vermelhos, contra sua alergia a cigarros.
Escrito por quem gritou foi o reuben às 17h33
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