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o trompetista gago: :reuben


trapos de neón mancham a espera         

ela vem com o vento, a solidão acena            

 

meu olhar persegue o escuro

 - é frio às 2h

talvez não entre uma luz e

outra, onde

atarantado invento         

um outro olhar



Escrito por quem gritou foi o reuben às 12h27
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O amor e outras taras

Alberto Manguel não é apenas um dos caras que leu para Borges quando (Borges) ficou cego.

 

Isto é o que deve ser, um detalhe.

 

Aqui, diante de mim, o seu No bosque do espelho – ensaios sobre as palavras e o mundo. Linda a capa (porque eu acredito em boas capas, carajo), sobre uma ilustração de John Tenniel para Alice no País das Maravilhas.

 

Há quem desdenhe da forma do ensaio. Geralmente pessoas apressadas. Ou preguiçosas. Ou desinteressadas de literatura, e aí paciência. Penso que o ensaio é uma forma das mais inclassificáveis, na medida em que é uma das formas mais livres a que chegamos.

 

Alberto Manguel, por exemplo. Os textos reunidos neste livro habitam a fronteira entre ficção, memória e crítica. Falam sobre sexo, pornografia, literatura, política, história. O olhar é sempre pessoalíssimo, o que não significa que seja auto-referente (coisa para ignorantes vaidosos – o pior tipo – que vêem no conhecimento frigidez, mas cujos cérebros há muito não excitam ninguém além de si mesmos, numa masturbação mental oca e sem eco). Manguel dialoga com os livros que ama, e os cita com amor.

 

Sobretudo os ensaios deste livro são declarações de amor. Amor ao Livro (“um objeto tão perfeito quanto a roda”), ao Desejo, à Vida. Um esforço para tirar-nos do vazio.

 

Lembro de meu amigo Junerlei: “eu não entendo como uma pessoa pode sentir tédio. Esteja onde estiver, com um livro para ler eu não tenho como sentir tédio”. É o mesmo tipo de amor, do qual também compartilho.

 

E acrescento: num mundo cheio de bons livros e mulheres boas, como é que se sente tédio?



Escrito por quem gritou foi o reuben às 22h31
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